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Avaliação Clínica

Composição corporal: por que a balança não conta a história inteira

Dra. Angélica Solórzano22 de março de 20265 min de leitura

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter realidades clínicas radicalmente diferentes. A balança mede massa total — não diz onde ela está nem o que ela é.

O que medimos quando medimos composição corporal

Massa magra (músculo e estruturas não gordurosas), massa gorda total, gordura visceral (a que envolve os órgãos abdominais) e hidratação são os principais parâmetros avaliados em uma bioimpedância clínica.

Esses dados, interpretados no contexto da história e dos objetivos do paciente, mudam decisões.

Por que gordura visceral é um marcador-chave

Gordura visceral está mais associada a risco metabólico do que a gordura subcutânea. É um indicador relevante mesmo em pessoas com peso considerado dentro da faixa esperada.

Acompanhar evolução, não apenas medir uma vez

O maior valor da bioimpedância está na comparação entre avaliações ao longo do tempo. É o que permite saber se uma perda de peso veio de gordura ou de massa magra, e ajustar o protocolo a tempo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada. Indicações de tratamento são sempre clínicas e personalizadas.

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